STOPPED — parada
A máquina está energizada mas parada, como um carro em ponto morto com o motor ligado. Não produz e não se move: espera que alguém a prepare com o botão RESET.
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RESETTING — se preparando
A máquina se prepara sozinha: avança devagar até reencontrar o seu zero, a posição de onde todo ciclo deve começar (aqui: mordentes abertos). Enquanto não estiver em fase, START fica bloqueado. Achado o zero, ela para e passa sozinha para IDLE.
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IDLE — pronta para partir
Tudo pronto e em ordem: a máquina só espera que o operador aperte START. É o sinal verde antes da largada.
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STARTING — acelerando
A máquina está ganhando velocidade até o setpoint. Já se move, mas ainda não está no ritmo: a rampa é uma rampa de motor, não um salto, exatamente como na linha real.
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EXECUTE — produzindo
A máquina está no setpoint e produzindo. Cada batida dos mordentes que encontra material sela um pacote, e um pacote só é contado quando realmente saiu da descarga: o que não saiu da máquina não está produzido.
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COMPLETING — terminando o lote
A quantidade do lote foi atingida: nenhum produto novo entra e a máquina esvazia o que ainda está dentro, depois desacelera. Nada é descartado, a linha simplesmente termina o que começou.
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COMPLETE — lote concluído
O lote terminou e a linha está fisicamente vazia. A máquina espera: RESET a prepara para o próximo lote.
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HOLDING — entrando em hold
Faltou algo de que a máquina precisa - aqui o filme - então ela para de forma controlada SEM perder o lote. Não é falha nem emergência: é uma pausa de causa interna.
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HELD — em pausa (causa interna)
A máquina está parada esperando que o operador resolva a causa: a bobina acabou e pede a troca em azul, a cor que a norma reserva para uma ação que o operador DEVE executar. O lote permanece aberto e o material fica onde está, então a produção retoma exatamente de onde parou. A proteção 1 cobre a zona da bobina, então abri-la aqui não gera emergência: apenas inibe o rearme. As proteções 2 a 5 cobrem a zona perigosa e sempre abortam.
PackML · ISA-TR88 · estado de espera · azul IEC 60204-1
UNHOLDING — retornando
A causa foi resolvida e a máquina volta à produção por conta própria, retomando a velocidade até o setpoint com o lote intacto.
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SUSPENDING — entrando em pausa
A máquina está pausando por uma causa FORA dela: o processo antes ou depois não está pronto. A diferença em relação ao HELD é de quem é a parada, e uma linha real mede as duas separadamente.
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SUSPENDED — esperando a linha
Parada esperando o resto da linha, não o operador. O lote é mantido.
PackML · ISA-TR88 · estado de espera
UNSUSPENDING — retomando
A linha está pronta de novo e a máquina volta a produzir sozinha.
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STOPPING — freando
Uma parada normal foi comandada: a máquina freia de forma controlada e terminará em STOPPED. Não é emergência, é uma parada comum.
PackML · ISA-TR88 · estado atuante
ABORTING — emergência
Emergência: o cogumelo foi pressionado ou uma proteção foi aberta em movimento. A potência é cortada e a máquina freia o mais forte que pode. Aqui nada se pede ao operador, a não ser que a máquina chegue ao repouso.
PackML · ISA-TR88 · EN ISO 13850
ABORTED — emergência ativa
A máquina está parada pelo circuito de segurança. O cogumelo trava: RESET fica inibido até o dispositivo ser liberado à mão, que é exatamente o que a norma exige - nenhum rearme automático é possível.
PackML · ISA-TR88 · trava EN ISO 13850
CLEARING — purgando a linha
Depois de uma emergência a máquina precisa ser esvaziada antes de produzir de novo: roda na velocidade mínima com a alimentação fechada, e o que for selado durante a purga sai como refugo, vermelho, sem ser contado. Quando a linha está fisicamente vazia, ela cai sozinha em STOPPED.
PackML · ISA-TR88 · estado atuante
DESBOBINADOR — a reserva de filme
Uma bobina tão larga quanto o pacote, que pode pesar dezenas de quilos. O braço bailarino mantém o filme sob leve tensão: sem ele, cada variação de velocidade imprimiria dobras. Um sensor analógico lê o diâmetro do rolo e informa quantos mm de filme restam; quando acaba, a máquina vai para HELD e pede a troca.
Estação 1 · grupo de desbobinamento
ALIMENTAÇÃO — o ritmo nasce aqui
A corrente com os empurradores leva os produtos no passo certo, um por taco. Se um produto falta ou chega torto, todas as estações seguintes sentem: o passo da corrente É o ritmo da máquina.
Estação 2 · corrente de alimentação
FORMAÇÃO — geometria pura
O ombro de formação dobra o filme plano em volta do produto e o transforma num tubo contínuo. Aqui não há motor: é uma peça de chapa conformada que faz metade do trabalho da máquina, por geometria pura.
Estação 3 · ombro de formação
SELAGEM — o coração da máquina
Os mordentes fecham uma vez por pacote: selam o filme, separam o pacote do tubo e reabrem. Uma batida = um produto, então a velocidade em PPM é literalmente o ritmo deste órgão.
Estação 4 · mordentes de selagem
SAÍDA — onde a peça se torna produzida
A esteira de descarga leva os pacotes prontos para fora. Uma peça conta como produzida somente quando cruza esta borda: o contador dispara aqui, não antes. Enquanto está na esteira, ainda está dentro da máquina.
Estação 5 · esteira de saída
QUADRO — cérebro e músculos
PLC, acionamentos, fontes e os circuitos de segurança. Na porta um pequeno painel HMI e o bolso com o manual: tudo o que precisa quem chega na frente da máquina às três da manhã.
Estação 6 · quadro elétrico
COLUNA LUMINOSA
O semáforo da máquina, montado no alto para ser visto de todo o setor: VERDE produz, ÂMBAR pede atenção (e pisca nas transições de estado), VERMELHO é emergência. As cores não são escolha estética: uma norma as fixa, a mesma para toda máquina do mundo.
IEC 60204-1 · cores dos indicadores
PARADA DE EMERGÊNCIA
Cogumelo vermelho sobre fundo amarelo: o amarelo é parte da marcação normativa, existe para que o dispositivo seja achado num relance. É mecanicamente travado: pressionado, permanece embaixo, e liberá-lo exige um segundo gesto. Atenção ao detalhe que importa: liberá-lo não reinicia nada, apenas reabilita o RESET.
EN ISO 13850 · IEC 60417-5638
I E O — SÍMBOLOS REGISTRADOS
Por que START é um I e STOP é um O em toda máquina do mundo? Não é moda: são símbolos registrados num catálogo internacional e chamados pela norma elétrica de máquinas. Quem trabalhou numa máquina os reencontra idênticos em qualquer outra. A seta circular do RESET, por outro lado, não é imposta: essa é praxe do setor.
IEC 60417-5007/-5008 · EN 60204-1
PPM — VELOCIDADE HONESTA
Pacotes por minuto, de verdade: a velocidade da linha é calculada como ppm x passo / 60, então uma batida dos mordentes = um pacote = um incremento. ACT mostra a velocidade instantânea real, não o valor ajustado: em rampas e frenagens os dois números divergem, como numa máquina real.
Praxe · v = ppm x passo / 60
TOTALIZADOR — O QUE NÃO ZERA
Numa máquina real existem dois contadores diferentes. O do lote volta a zero a cada pedido e serve ao operador para saber quanto falta. O totalizador não: só sobe, porque responde a outra pergunta, isto é, quanto esta máquina produziu. Aqui ele conta exatamente o mesmo evento do contador de lote, o pacote que sai da esteira de descarga, então os dois números não podem discordar, e o refugo não entra em nenhum dos dois. É a contagem DESTA visita: não há servidor atrás desta página, e um número que se passasse pelo total de sempre seria um número que ninguém pode verificar.
Praxe · totalizador de produção não zerável
CONTAGEM — SÓ O QUE SAI
O contador dispara quando o pacote deixa a esteira de saída, não quando entra na máquina: uma peça está produzida apenas quando está fora. Por isso o lote fecha exatamente com a máquina vazia. E o refugo vermelho da purga não conta: não é produto.
Praxe · contagem no fim de linha
PROTEÇÕES DE SEGURANÇA
Proteções interbloqueadas em acrílico: a máquina fica visível, mas abrir uma em movimento equivale a uma emergência e a máquina aborta. Enquanto uma proteção estiver aberta o RESET fica inibido: nenhum rearme com as mãos dentro. Fechar não reinicia nada por si, o comando do operador é sempre necessário.
EN ISO 14119/14120 · ISO 14118